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Correr e viver


A mais clássica das Maratonas

Imagine uma maratona na qual você corre por lugares que marcaram a história da humanidade? Nesta mesma prova, você ainda tem direito de dar uma volta olímpica, é aplaudido por um estádio lotado, e premiado, na chegada, com uma coroa de louros para comemorar seu feito histórico.

Pois essa prova de sonhos existe e, neste ano, comemora os 2.500 anos da lenda que deu origem à maratona. Trata-se da Maratona Clássica de Atenas, na Grécia, que, em 2010, vai remontar à Batalha de Maratona, e à lenda que deu origem à corrida (leia mais no quadro “Só não vale morrer no final”).  Em 31 de outubro de 2010, milhares de corredores vão escolher Atenas para executar a ‘autêntica’ maratona”, diz Spiros Spiropoulos, responsável pelo marketing do evento.

Segundo Spiropoulos, o número previsto de participantes na prova deste ano é de 8.500 atletas, para correr a maratona, e outras oito mil pessoas que vão correr as outras distâncias do evento, de 5 km e 10 km.

Um desses corredores que vai realizar o sonho de correr a maratona mais clássica do mundo é o técnico judiciário Marcelo Jacoto, 31 anos. “Resolvi realizar este sonho em 2010 porque é uma edição comemorativa da prova”, explica. Jacoto se informou sobre a altimetria da prova e se preparou, principalmente, para as subidas, a partir da segunda metade do percurso. “Nesse caso, não estou muito preocupado com o tempo ou o resultado, quero curtir a viagem e o visual do percurso, com o desfecho único dentro do Estádio Olímpico da cidade”, comenta.

A maratona começa às 9h, partindo da cidade de Maratona. O percurso passa em torno do Memorial da Guerra, homenagem aos que morreram na Batalha de Maratona. Até chegar a Atenas, os corredores ainda passam pelo distrito de Pikermi e pela cidade de Pallini. Há ainda passagens por outros pontos turísticos da Grécia, como a embaixada norte-americana, o Athens Music Hall, o Parque da Liberdade (Parko Eleftherias) e o Museu da Guerra.

O que chama a atenção no percurso da maratona é a variação de subidas e descidas. “É uma prova de nível médio a forte”, explica o treinador Vanderlei Carlos Severiano, o “Branca”, que está treinando um atleta para fazer a prova. “Fizemos treinos específicos de subida e longões”, comenta. Na opinião de Branca, a temperatura deve estar agradável na época, entre 14º e 23º graus.

“O mais legal dessa prova é que tudo indica que haverá muito público, o que sempre dá motivação”, diz o técnico.

Só não vale morrer no final
A Maratona de Atenas de 2010 remonta aos 2.500 anos da história do soldado grego, que correu 40 km da cidade de Maratona até Atenas, para anunciar a vitória sobre os persas. Em 490 A.C., os soldados gregos conseguirem conter a tentativa da Pérsia de invadir e subjugar a Grécia. Ainda que estivessem em desvantagem numérica sobre os persas, os gregos conseguiram bloquear as duas saídas da planície da cidade de Maratona, na guerra que ficou conhecida como Batalha de Maratona.

Dessa batalha, surgiu uma lenda grega de que um soldado mensageiro, chamado Filipides ou Pheidippides, foi correndo a Atenas dar a notícia da vitória. A lenda dá conta de que ele correu 40 km, de Maratona até Atenas, sem parar, e, após anunciar "Nenikékamen" ("Alegrai-vos: Já ganhou"),  morreu.

No entanto, foi só em 1896 que a Maratona virou esporte, na Olimpíada de Atenas, a primeira Olimpíada realizada na era moderna, e restrita aos gregos. Só em 1908, nos Jogos Olímpicos de Londres, é que a prova assumiu sua distância oficial, os 42.195 metros – os metros a mais se explicam porque, à época, a família real britânica queria assistir ao início da prova do jardim do Castelo Windsor.

Inclusive durante o percurso da Maratona de Atenas os gregos vão à desforra com os ingleses, que mudaram o tamanho original da corrida, mas não dá para contar muitos detalhes, para não estragar a surpresa.

Inesquecível
O médico Paulo Demenato, 50 anos, lembra bem da emoção que foi correr a Maratona de Atenas. Ele é um dos poucos brasileiros que já completaram o percurso. “No ano em que eu fiz, havia cerca de 800 pessoas correndo. Os guardas nem fecharam as ruas”, comenta Demenato, que completou o percurso em 3h35, em 1998.  “É a prova clássica. Todo maratonista que se preze tem que fazê-la um dia”, diz.

Ele lembra que foi muito emocionante correr todo o percurso, mas o melhor foi terminar no Estádio Olímpico Panathinaikon. “Você dá uma volta olímpica naquele estádio lotado e é recebido com uma coroa de louros. É inesquecível”, diz. Demenato já tem 11 maratonas em seu currículo de corredor.

Diferentemente do ano em que Demenato correu sua prova, para 2010, os organizadores esperam muito mais público. No Brasil, há uma agência de turismo oficial da prova, a TripExpress, que já tem 250 pessoas confirmadas para viagem, sendo 150 corredores.

 

Outra, só daqui a 2.500 anos
A ideia da organização é realizar uma prova histórica em 2010. A maratona vai refazer o percurso original, passando por lugares como o Memorial da Guerra, homenagem aos que morreram na Batalha de Maratona, e chegando ao Estádio Olímpico, em Atenas.

“Vai ser emocionante”, aposta a empresária Manoela Penna, 33 anos, que também vai viajar para correr a Maratona de Atenas. Ela, que fez sua primeira maratona este ano, no Rio de Janeiro, diz que sonha com a chegada no estádio. “Eu estava lá nas Olimpíadas, em 2004, e sempre me lembro do Vanderlei chegando”, diz, se referindo ao bronze que o brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima conquistou na prova. “Outra dessas, só daqui a 2500 anos. Vou aproveitar cada segundo”.

(Por Luciane Crippa)

 

 



Escrito por Lu às 10h58
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